Este quadrinho é perfeito, nada menos do que perfeito. Patriarcado é assim, uma vez que você VÊ, não pode DES-VER, o despertar é irreversível, a tomada de consciência é absoluta, a ação é irrevogável. Se você está lendo essa mensagem, agora, a palavra da salvação está transmitida e você não poderá nunca mais alegar ignorância e ceder aos chamados e armadilhas patriarcais. A comunidade feminista não dorme nunca, e nós vigiaremos você. Grandes poderes vêm com grandes responsabilidades.
(via feminismoaqui)

Este quadrinho é perfeito, nada menos do que perfeito. Patriarcado é assim, uma vez que você VÊ, não pode DES-VER, o despertar é irreversível, a tomada de consciência é absoluta, a ação é irrevogável. Se você está lendo essa mensagem, agora, a palavra da salvação está transmitida e você não poderá nunca mais alegar ignorância e ceder aos chamados e armadilhas patriarcais. A comunidade feminista não dorme nunca, e nós vigiaremos você. Grandes poderes vêm com grandes responsabilidades.

(via feminismoaqui)



tagged as: Elas enxergam a Matrix.

Ser mulher é estar permanentemente suscetível a invasões de homens e meninos. Só uma mulher pode saber a tragédia de ser mulher.



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O mundo é um moinho, menina. Vai triturar teus sonhos mais mesquinhos. Vai te objetificar todinha.

holymaurymotherofgod.

O mundo é um moinho, menina. Vai triturar teus sonhos mais mesquinhos. Vai te objetificar todinha.

holymaurymotherofgod.



tagged as: um bifão e nada mais. Elas enxergam a Matrix.
fuckyeahdementia: i’m 77%

ebayes: Woman

nicolascagefanblog: its a woman


- 100% das feministas identificam a batata em menos de 1,6 segundo (fonte: IFemE ©2007). O estudo do feminismo treina o olhar da gente pra essas coisas, ficamos escoladas para as artimanhas do Patriarcado. Sem contar que muitas mulheres de biquini são de fato apenas uma batata, ao menos no que diz respeito às capacidades cognitivas (ver artigo de Linda Allarrabbiata, “Daddy Likes it Suntanned: Bikini Marks as Urban Cattle Identification”, in: Real Women Publishings, Vol. VIII, Nov. 2009, pp. 345-61).

fuckyeahdementia: i’m 77%

ebayes: Woman

nicolascagefanblog: its a woman

- 100% das feministas identificam a batata em menos de 1,6 segundo (fonte: IFemE ©2007). O estudo do feminismo treina o olhar da gente pra essas coisas, ficamos escoladas para as artimanhas do Patriarcado. Sem contar que muitas mulheres de biquini são de fato apenas uma batata, ao menos no que diz respeito às capacidades cognitivas (ver artigo de Linda Allarrabbiata, “Daddy Likes it Suntanned: Bikini Marks as Urban Cattle Identification”, in: Real Women Publishings, Vol. VIII, Nov. 2009, pp. 345-61).



tagged as: elas enxergam a matrix. retardadas que pensam com a bunda. um bifão e nada mais. IFemE. mulheres reais.
A militância denuncia a objetificação diariamente mas a periguetada disfarça, diz que não vê, não concorda - mas é tudo fingimento, porque na verdade elas não entendem o que a gente quer dizer. Então vamos lá:
Objetificação significa ser um objeto. Se você obedece as ordens de alguém, abre precedentes pra sua transmutação em objeto. Se essas ordens envolvem tirar a roupa, você virou um objeto simples. Se esse alguém for um homem, você virou um objeto qualificado (mediante recompensa do Patriarcado). Se você expôs sua lingerie pra multidão, aí você é um objeto triplamente qualificado por descontextualização, motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima (o bom senso). Se você alegar que fez tudo consciente e voluntariamente, então você é um objeto com autonomia, o que acentua a gravidade da situação porque você é um paradoxo.
Por favor, não vamos mais voltar a isso, ok? Já gastei todo meu modelo de análise e conceituação nesse post. Bibliografia vasta e disponível aqui.

A militância denuncia a objetificação diariamente mas a periguetada disfarça, diz que não vê, não concorda - mas é tudo fingimento, porque na verdade elas não entendem o que a gente quer dizer. Então vamos lá:

Objetificação significa ser um objeto. Se você obedece as ordens de alguém, abre precedentes pra sua transmutação em objeto. Se essas ordens envolvem tirar a roupa, você virou um objeto simples. Se esse alguém for um homem, você virou um objeto qualificado (mediante recompensa do Patriarcado). Se você expôs sua lingerie pra multidão, aí você é um objeto triplamente qualificado por descontextualização, motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima (o bom senso).
Se você alegar que fez tudo consciente e voluntariamente, então você é um objeto com autonomia, o que acentua a gravidade da situação porque você é um paradoxo.

Por favor, não vamos mais voltar a isso, ok? Já gastei todo meu modelo de análise e conceituação nesse post. Bibliografia vasta e disponível aqui.



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Essa gente perversa da indústria pornográfica não respeita nada mesmo! Que seus colegas publicitários retratem a Gisele Bündchen como objeto submisso vá lá, ela já não era mesmo uma figura útil à militância. Mas não ousem conspurcar a imagem da mulher de verdade, que estuda, trabalha, cria filhos, limpa casa e toca a vida de maneira digna, sua gentalha.

Essa gente perversa da indústria pornográfica não respeita nada mesmo! Que seus colegas publicitários retratem a Gisele Bündchen como objeto submisso vá lá, ela já não era mesmo uma figura útil à militância. Mas não ousem conspurcar a imagem da mulher de verdade, que estuda, trabalha, cria filhos, limpa casa e toca a vida de maneira digna, sua gentalha.



tagged as: Elas enxergam a Matrix.

Nós do IFemE já encaminhamos uma moção de repúdio junto às autoridades competentes contra esse verdadeiro ATAQUE à dignidade feminina e, para alívio geral da nação, fomos ouvidas:

“A propaganda promove o reforço do estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora os grandes avanços que temos alcançado para desconstruir práticas e pensamentos sexistas. Também apresenta conteúdo discriminatório contra a mulher, infringindo os artigos 1° e 5° da Constituição Federal”, completa a nota da SPM (Secretaria de Política para as Mulheres).

Mais uma importante lição de como captar o subtexto do Patriarcado e os artifícios objetificadores na publicidade.



tagged as: Elas enxergam a Matrix. Webcurso: ache o machismo contido em. mulheres reais.
Antes saber-se inferiorizada do que seguir alienadamente feliz, já que são essas as alternativas. Tal é a importância de relatos como esse, para que cada mulher perceba que seu desconforto é uma ponta de iceberg, que há dimensões da própria experiência que nem mesmo ela, até agora, tinha sido capaz de perceber. Ou, se tinha, para confirmar a universalidade de sua condição e as agruras inerentes (pois ser mulher é ter uma história de horror pra contar), e munir-lhe de vocabulário e argumentos adequados para que também ela passe adiante, em testemunho, a atrocidade que é ser mulher brasileira.



                        ~ser menina é tomar na bunda sorrindo~

Antes saber-se inferiorizada do que seguir alienadamente feliz, já que são essas as alternativas. Tal é a importância de relatos como esse, para que cada mulher perceba que seu desconforto é uma ponta de iceberg, que há dimensões da própria experiência que nem mesmo ela, até agora, tinha sido capaz de perceber. Ou, se tinha, para confirmar a universalidade de sua condição e as agruras inerentes (pois ser mulher é ter uma história de horror pra contar), e munir-lhe de vocabulário e argumentos adequados para que também ela passe adiante, em testemunho, a atrocidade que é ser mulher brasileira.

                        ~ser menina é tomar na bunda sorrindo~



tagged as: Elas enxergam a Matrix. Great quotes don't need context.
ELES

ELES



tagged as: IFemE. Patriarcado é nome de cachorro. Elas enxergam a Matrix.
a coisa mais machista-sexista-misógina-heteronormativa-patriarcal é o homem tratar a mulher feito um animal doméstico em treinamento, como se ela não tivesse inteligência nem responsabilidade. dá nojo, dá vontade de morrer, dá vontade de rasgar as ropa na rua e fazer passeata!
só quem pode querer doutrinar uma mulher é outra mulher, desde que aquela seja uma objetificada e esta seja uma feminista, visionária, sem preconceitos, abnegada, fora dos padrões, com disposição para fazer o Bem, vocação pra síndica e conhecimentos básicos em editores de texto.

a coisa mais machista-sexista-misógina-heteronormativa-patriarcal é o homem tratar a mulher feito um animal doméstico em treinamento, como se ela não tivesse inteligência nem responsabilidade. dá nojo, dá vontade de morrer, dá vontade de rasgar as ropa na rua e fazer passeata!

só quem pode querer doutrinar uma mulher é outra mulher, desde que aquela seja uma objetificada e esta seja uma feminista, visionária, sem preconceitos, abnegada, fora dos padrões, com disposição para fazer o Bem, vocação pra síndica e conhecimentos básicos em editores de texto.



tagged as: Elas enxergam a Matrix.
este blog é totalmente pró-aceitação do corpo, 100% a favor do direito da mulher fazer com o corpo o que bem entender e absolutamente contra todas as formas de objetificação e preconceito. #simples

este blog é totalmente pró-aceitação do corpo, 100% a favor do direito da mulher fazer com o corpo o que bem entender e absolutamente contra todas as formas de objetificação e preconceito. #simples



tagged as: Elas enxergam a Matrix. Ninguém liga pra beleza interior :(.
Andaram dizendo que eu não gosto de sexo - gente, eu adoro sexo, eu amo sexo, sou louca por sexo - desde que seja, é claro, sexo de qualidade. Afinal, você pode amar pizza, mas isso não significa que você vai adorar qualquer porcaria com queijo borrachento vendida a dez reais na esquina, não é? Isso pode te dar uma dor de barriga violenta, e você pode ser hospitalizada por indigestão e ficar assombrada por isso pelo resto da vida. Aliás, há dois anos atrás eu tive um problema sério com isso, só hoje eu percebo o quanto aquela pizza horrorosa do Digão podia muito bem ter me matado.
Mas eu estou aqui pra falar não de pizza, mas de um assunto muito, mas muito importante, que ninguém nunca fala. É o da bundalização e objetificação das mulheres. A mídia e a publicidade o tempo todo nos bombardeia com mensagens de que devemos sensualizar geral, como se fôssemos só o corpo, só a bunda. Como ninguém vê? Estou cansada de falar sozinha! Nós mulheres somos o tempo todo cobradas por isso, o mundo todo só fala de sexo, só quer saber de sexo e dos prazeres da carne, como se nada mais importasse! Sexo, sexo, sexo! Menininhas são ensinadas a ver assim desde criancinhas, e crescem com falsas expectativas do que é ser mulher e de como elas serão valorizadas. Elas só vêem essas cantoras que só sabem rebolar, essas apresentadoras de programas infantis com suas minissaias, enfim, só desavergonhadas pagando mico, não tem um modelo positivo pra elas - e elas imitam, criança imita tudo o que vê. É uma verdadeira lavagem cerebral. Aí elas se perdem, chega uma hora que começam a acreditar nisso, seus verdadeiros desejos são mascarados. Enterrados pelo desejo do Patriarcado, que está em mensagens subliminares 24 horas por dia em tudo. As menos privilegiadas, que ainda não entendem muito bem a realidade, obedecem exatamente aos comandos do Patriarcado e sequer percebem. Viram meros fantoches nas mãos de onanistas objetificantes.
Eu faço de tudo para educar minha filha para ela desenvolver o seu senso crítico e não acreditar no mainstream. Ensino dos perigos da minissaia, do álcool, essas coisas que tornam as mulheres ainda mais vulneráveis e os homens ainda mais agressivos, ensino que precisa ficar de olho, que nesse mundo nenhuma mulher está segura, nunca - aliás, taí mais uma verdade que precisa ser propagada. Ser mulher é viver em perigo constante, e isso é apenas agravado e fica a cada dia pior com essa cultura do estupro que é a bundalização, que faz das mulheres apenas pedaços de carne em um açougue, expostos para o bel-prazer dos machos.
Essa mensagem precisa ser divulgada. Você, que é mulher, que está cansada disso, ajude a divulgar esse link, esse blog, converse com suas amigas, abra os olhos de tantas quantas você conseguir!
Os homens, que estão no poder, não fazem nada para mudar a situação, claro, porque para eles está tudo muito confortável, eles têm todo o privilégio, e enquanto isso as mulheres ficam cegas atrás da aceitação dos machos. E ninguém se importa, o mundo é dos machos mesmo, vamos abrir mais uma cerveja e ver a popozuda da vez na TV enquanto a mulher de verdade está ocupada lavando toda a louça que você deixou acumular de novo, né Marido?
Amiga que fez o desabafo da imagem acima, eu te peço, seja forte! Eu sei que às vezes bate aquela vontade de atender ao chamado do Patriarcado, mas não ceda à tentação! Sua dignidade vale mais que tudo! Lembre-se sempre de que você é muito mais do que uma bunda.

Andaram dizendo que eu não gosto de sexo - gente, eu adoro sexo, eu amo sexo, sou louca por sexo - desde que seja, é claro, sexo de qualidade. Afinal, você pode amar pizza, mas isso não significa que você vai adorar qualquer porcaria com queijo borrachento vendida a dez reais na esquina, não é? Isso pode te dar uma dor de barriga violenta, e você pode ser hospitalizada por indigestão e ficar assombrada por isso pelo resto da vida. Aliás, há dois anos atrás eu tive um problema sério com isso, só hoje eu percebo o quanto aquela pizza horrorosa do Digão podia muito bem ter me matado.

Mas eu estou aqui pra falar não de pizza, mas de um assunto muito, mas muito importante, que ninguém nunca fala. É o da bundalização e objetificação das mulheres. A mídia e a publicidade o tempo todo nos bombardeia com mensagens de que devemos sensualizar geral, como se fôssemos só o corpo, só a bunda. Como ninguém vê? Estou cansada de falar sozinha! Nós mulheres somos o tempo todo cobradas por isso, o mundo todo só fala de sexo, só quer saber de sexo e dos prazeres da carne, como se nada mais importasse! Sexo, sexo, sexo! Menininhas são ensinadas a ver assim desde criancinhas, e crescem com falsas expectativas do que é ser mulher e de como elas serão valorizadas. Elas só vêem essas cantoras que só sabem rebolar, essas apresentadoras de programas infantis com suas minissaias, enfim, só desavergonhadas pagando mico, não tem um modelo positivo pra elas - e elas imitam, criança imita tudo o que vê. É uma verdadeira lavagem cerebral. Aí elas se perdem, chega uma hora que começam a acreditar nisso, seus verdadeiros desejos são mascarados. Enterrados pelo desejo do Patriarcado, que está em mensagens subliminares 24 horas por dia em tudo. As menos privilegiadas, que ainda não entendem muito bem a realidade, obedecem exatamente aos comandos do Patriarcado e sequer percebem. Viram meros fantoches nas mãos de onanistas objetificantes.

Eu faço de tudo para educar minha filha para ela desenvolver o seu senso crítico e não acreditar no mainstream. Ensino dos perigos da minissaia, do álcool, essas coisas que tornam as mulheres ainda mais vulneráveis e os homens ainda mais agressivos, ensino que precisa ficar de olho, que nesse mundo nenhuma mulher está segura, nunca - aliás, taí mais uma verdade que precisa ser propagada. Ser mulher é viver em perigo constante, e isso é apenas agravado e fica a cada dia pior com essa cultura do estupro que é a bundalização, que faz das mulheres apenas pedaços de carne em um açougue, expostos para o bel-prazer dos machos.

Essa mensagem precisa ser divulgada. Você, que é mulher, que está cansada disso, ajude a divulgar esse link, esse blog, converse com suas amigas, abra os olhos de tantas quantas você conseguir!

Os homens, que estão no poder, não fazem nada para mudar a situação, claro, porque para eles está tudo muito confortável, eles têm todo o privilégio, e enquanto isso as mulheres ficam cegas atrás da aceitação dos machos. E ninguém se importa, o mundo é dos machos mesmo, vamos abrir mais uma cerveja e ver a popozuda da vez na TV enquanto a mulher de verdade está ocupada lavando toda a louça que você deixou acumular de novo, né Marido?

Amiga que fez o desabafo da imagem acima, eu te peço, seja forte! Eu sei que às vezes bate aquela vontade de atender ao chamado do Patriarcado, mas não ceda à tentação! Sua dignidade vale mais que tudo! Lembre-se sempre de que você é muito mais do que uma bunda.



tagged as: Webcurso: educação sentimental e conduta feminista. Elas enxergam a Matrix. recuse essa rosa.
Uma das poucas dúvidas que já me acometeram é como abordar o problema da objetificação. Quero dizer, será que é o caso de falar diretamente com as mulheres agenciadas pelo patriarcado e lhes mostrar que elas se deixam desvalorizar e humilhar? Ou será que é melhor um enfrentamento mais direto com os responsáveis pelo fenômeno? Depois de testar diferentes possibilidades e de muito deliberar, eu cheguei à conclusão de que conversar com as meninas não adianta grandes coisa. Primeiro lugar, elas geralmente não estão abertas a esse tipo de crítica, não entendem ou não querem entender a realidade. Segundo, a gente tem que considerar que, muitas vezes, o dinheiro e a atenção que elas recebem dos babões podem significar tudo na vidinha delas, coitadinhas. É difícil pra elas saírem da hã… posição cof cof  zona er… situação de conforto, né? Como diz aquele ditado: não tem que falar com os porcos, tem que falar com o dono dos porcos!Culpados mesmo são os homens que contratam essas meninas, assim como os que dão audiência e lucro pros veículos e produtos que usam o corpo da mulher como atrativo. É a esses homens que devemos dirigir nosso discurso desconstruidor de preconceitos e privilégios, pois eles que tomam as decisões, que têm poder sobre as objetificadas, eles que determinam como a sociedade vai tratar as mulheres. Portanto, nosso destino está nas mãos deles! Nós só temos que achar um jeito de fazê-los perceber o quanto eles subestimam, reduzem e desumanizam aquelas mulheres-objeto, e o quanto eles impedem que todas sejamos tratadas com a decência que tanta falta nos faz. Tô certa ou tô errada?
(resp: tô certa)

Uma das poucas dúvidas que já me acometeram é como abordar o problema da objetificação. Quero dizer, será que é o caso de falar diretamente com as mulheres agenciadas pelo patriarcado e lhes mostrar que elas se deixam desvalorizar e humilhar? Ou será que é melhor um enfrentamento mais direto com os responsáveis pelo fenômeno? 
Depois de testar diferentes possibilidades e de muito deliberar, eu cheguei à conclusão de que conversar com as meninas não adianta grandes coisa. Primeiro lugar, elas geralmente não estão abertas a esse tipo de crítica, não entendem ou não querem entender a realidade. Segundo, a gente tem que considerar que, muitas vezes, o dinheiro e a atenção que elas recebem dos babões podem significar tudo na vidinha delas, coitadinhas. É difícil pra elas saírem da hã… posição cof cof  zona er… situação de conforto, né? Como diz aquele ditado: não tem que falar com os porcos, tem que falar com o dono dos porcos!
Culpados mesmo são os homens que contratam essas meninas, assim como os que dão audiência e lucro pros veículos e produtos que usam o corpo da mulher como atrativo. É a esses homens que devemos dirigir nosso discurso desconstruidor de preconceitos e privilégios, pois eles que tomam as decisões, que têm poder sobre as objetificadas, eles que determinam como a sociedade vai tratar as mulheres. Portanto, nosso destino está nas mãos deles!
Nós só temos que achar um jeito de fazê-los perceber o quanto eles subestimam, reduzem e desumanizam aquelas mulheres-objeto, e o quanto eles impedem que todas sejamos tratadas com a decência que tanta falta nos faz. Tô certa ou tô errada?

(resp: tô certa)



tagged as: Elas enxergam a Matrix. Ninguém liga pra beleza interior :(. cuidado: onanistas.
Toda mulher é meio Leila Diniz. Toda mulher tem uma história de horror pra contar, toda mulher é vítima, toda mulher corre perigo. Toda mulher, por ser mulher, está num beco sem saída.Não existe uma forma segura de ser mulher, nós vivemos, diariamente, tragédias mudas e invisíveis. Essa é a verdade a ser reconhecida, repetida, denunciada.
(Não dá um alívio quando a gente encontra a descrição exata da condição feminina no mundo?)

Toda mulher é meio Leila Diniz. 
Toda mulher tem uma história de horror pra contar, toda mulher é vítima, toda mulher corre perigo. Toda mulher, por ser mulher, está num beco sem saída.
Não existe uma forma segura de ser mulher, nós vivemos, diariamente, tragédias mudas e invisíveis. Essa é a verdade a ser reconhecida, repetida, denunciada.

(Não dá um alívio quando a gente encontra a descrição exata da condição feminina no mundo?)



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